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De 52 a 60 pontos: a aprovação no ENAM que começou com um método e um sonho

Advogada de 28 anos, Lara Ferraz de Arruda conquistou a habilitação no Exame após transformar sua preparação com método e perseverança

A trajetória de quem sonha com a magistratura é frequentemente marcada por altos e baixos, por aprovações que não vêm e por uma sensação de que o objetivo está sempre fora de alcance.

Foi assim com Lara Ferraz de Arruda, 28 anos, advogada, que por anos encarou o concurso público como “um sonho muito distante”. Até que, em 2025, algo mudou. E, em 2026, veio a aprovação no ENAM (Exame Nacional da Magistratura) com 60 pontos, uma virada que ela atribui, em grande medida, ao método e ao acolhimento encontrados no Magistrar.

O começo: inconstância e frustração

Assim que se formou em Direito, no final de 2021, Lara já sabia que queria concurso. Mas, confessa, “sempre coloquei o concurso público num pedestal muito alto”. Olhava para os professores que eram juízes, procuradores e promotores e pensava: “isso não é pra mim”.

Mesmo assim, resolveu tentar. Em meados de 2022, começou a estudar por conta própria para procuradorias municipais. Foram dois anos de muitos concursos, com resultados que variavam de forma incompreensível: “Em um eu fazia 80%, no outro eu não fazia nem 50%”. A inconstância nos estudos se refletia nas notas, e as aprovações não vinham.

“Eu via que eu tinha ali uma capacidade, alguma coisa, mas eu não conseguia transformar isso em aprovação de fato.”

E a vida não parou. Lara seguiu trabalhando, primeiro de forma autônoma, depois em um escritório de advocacia, fez pós-graduação, mestrado, iniciou o doutorado e ainda dá aula em uma faculdade no interior onde mora. A rotina sempre foi de conciliar todas as responsabilidades com o sonho do concurso público.

O encontro com o Magistrar: um divisor de águas

No final de 2025, Lara decidiu prestar o ENAM pela primeira vez. “Eu sabia que seria uma prova muito difícil, mas queria me testar.” O resultado ficou aquém do esperado: 52 pontos. Voltou para sua cidade no interior “totalmente perdida, sem cursinho, sem nada, só com um sonho”.

Foi então que um paciente de seu pai falou sobre o Magistrar. Lara pesquisou, conheceu a plataforma, se tornou aluna e hoje tem a Vitalícia Black, a mentoria do Magistrar.

“Fechar o magistrar, fechar essa mentoria, a Vitalícia Black, foi um divisor de águas ali na minha preparação. Mais do que um curso, eu acho que eu encontrei um método, um método de estudo.”

Com o investimento na carreira veio também a decisão de sair do escritório e focar 100% nos estudos, sem abandonar o doutorado e as aulas, mas dedicando-se com intensidade ao objetivo. “Eu vi que eu já estava investindo ali financeiramente, então eu ia entrar de cabeça naquilo.”

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A mudança: estratégia, constância e mentalidade

Em poucos meses, Lara percebeu uma transformação. Não apenas nas notas, mas em si mesma: “uma mudança do meu comportamento, uma mudança da minha forma de enxergar os estudos”. A plataforma do Magistrar, com sua ferramenta “cérebro”, tornou-se uma companheira de estudo diário em uma jornada que ela descreve como “totalmente solitária”.

Os resultados começaram a aparecer. Em um concurso para procuradoria em sua cidade, com uma vaga e mais de 250 candidatos, ela passou em primeiro lugar. “Quando eu falo que o magistrar veio mesmo pra dividir a minha vida… eu sou a prova concreta disso.”

Humanização e acolhimento

Lara destaca a figura do professor Alexandre como essencial nesse processo. “O professor Alexandre, ele humaniza a carreira da magistratura de uma forma totalmente diferente. Ele mostra que por trás do cargo existe uma pessoa comum, com história, com dificuldade, com dedicação.”

Ela lembra de uma orientação simples, mas poderosa, que o professor deu em uma live antes da prova: escrever em um papel “ENAM Nunca Mais” e colocar no quarto. “E eu fiz isso. Quando saiu o resultado que eu pude tirar o papel… foi tão emocionante quanto eu pude corrigir o gabarito.”

“O brilho que eu vi nos olhos dele, a fala dele, sempre uma fala muito acolhedora, uma fala muito cristã… parecia que aquele sonho de menina tão distante não era tão distante.”

A montanha-russa do ENAM 2026

Lara saiu da prova do ENAM 2026 cansada, mas tranquila. “Com a sensação de que eu tinha feito o dever de casa. Eu tinha feito exatamente o que eu era capaz de fazer.” Quando conferiu o gabarito ainda no aeroporto, viu que havia sido aprovada. A comemoração com a família foi imediata.

Mas veio o gabarito preliminar preliminar da FGV: 55 pontos. “Aquele balde de água fria”, descreve. Por um ponto, ela ficaria de fora. Foi então que viu o movimento do Magistrar em ação: “um mutirão de gente para fazer recurso”, com professores e equipe se mobilizando como uma família.

Com a retificação do gabarito, sua nota subiu. Com os recursos, chegou a 60 pontos e à habilitação no ENAM.

“Quando eu vi o professor Alexandre, vi todos os professores… era como se fosse uma família mesmo. A mesma movimentação que eu vi aqui dos meus pais, do meu noivo, para me acalmar, para fazer recurso, eu via do lado de lá também.”

Uma mensagem para quem ainda está no caminho

Hoje, Lara olha para trás e vê sentido em cada reprovação. “Nada que eu fiz foi perdido. Cada prova que eu fiz me preparou pra que eu pudesse chegar no ENAM tão tranquila e tão consciente.”

Ela faz questão de lembrar que nenhuma aprovação é só do concurseiro: “Toda aprovação é fruto do apoio da família. A minha em especial vem dos meus pais, dos meus irmãos, do meu noivo, que sempre acreditaram em mim mais do que eu mesma.”

E deixa um recado para quem ainda está na luta:

“Não compare o começo nem o resultado com o das outras pessoas. Cada pessoa tem uma vida, cada pessoa tem uma caminhada, e a hora de todo mundo vai chegar. Aprovação não é sobre ser ou não um gênio. É sobre constância, sobre organização, sobre método e, em especial, sobre não desistir mesmo depois de tantas reprovações.”


Sobre o ENAM

O Exame Nacional da Magistratura (ENAM) é uma prova unificada criada pela Enfam (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados) e tem se consolidado como etapa obrigatória para quem almeja ingressar na carreira da magistratura no Brasil.

As provas do ENAM 2026.1 foram aplicadas no dia 7 de junho. De acordo com a Enfam, mais de 22 mil dos 31.548 inscritos compareceram aos locais de prova, o que representa uma abstenção nacional de 29%.

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