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Depois de anos longe dos concursos, advogada retorna aos estudos e passa no ENAM em apenas 3 meses

Empresária de Goiânia descobriu que o sonho da magistratura não era teimosia, e ousou voltar

Lorena Rodrigues Boaventura passou quase uma década construindo uma carreira sólida. Advogada desde 2015, com pós-graduações em Direito Ambiental e Direito e Processo do Trabalho, pesquisadora em grupo de estudos, sócia de empresa de consultoria jurídica, tudo isso enquanto continuava dividindo tempo entre trabalho e estudos para concursos.

Mas algo mudou em 2024. Cansada de preparação sem aprovação, Lorena decidiu parar. Não por completo, apenas dos concursos. Precisava respirar e viver sem a culpa de não estar estudando.

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Dois anos se passaram e no início de 2026, Lorena se fez uma pergunta difícil: será que o sonho de magistratura era só teimosia? Ou era, de fato, uma vocação não realizada?

“Eu decidi que de fato fazia sentido para mim continuar a rotina de estudos e que o sonho da magistratura não era apenas uma teimosia em não querer abrir mão de uma decisão tomada a muito tempo,” conta em entrevista a equipe de jornalismo do Magistrar. A diferença dessa vez: ela retornava não por obrigação, mas por escolha genuína. E com uma meta clara: passar no ENAM até o final do ano.

O retorno foi desafiador. Dois anos longe dos estudos deixam marcas: esquecimentos, desatualização, a dificuldade de saber por onde começar. Lorena começou acordando mais cedo, estendendo o trabalho para compensar, tentando encontrar ritmo novamente.

A sensação era de que o desafio seria maior do que imaginava.

Tudo mudou em março de 2026, quando descobriu a Comunidade de Leitura do Magistrar. “Foi um grande incentivo para começar a estudar mais cedo e para focar na leitura de lei seca que sempre foi uma grande dificuldade minha, manter a constância,” explica. Um mês depois, no dia 31 de março, Lorena se tornou aluna vitalícia.

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O método da madrugada

A partir dali, o cronograma foi implacável. Acordava antes das 5 da manhã para garantir mais 2 horas de estudos antes de acompanhar a leitura comunitária. Depois vinha o trabalho, depois mais estudos. Simulados. Mentorias de segunda-feira com Prof. Alexandre. Imersões. Revisões, inclusive a de domingo antes da prova. Tudo isso em apenas 3 meses.

A Comunidade de Lei Seca foi a peça-chave, dando dinamismo a essa legislação. Lorena acompanhava cada leitura fazendo anotações, construindo seu próprio material enquanto o consumia. Diferente de gastar anos montando esquemas do zero, aqui ela tinha ferramentas já pensadas: teoria integrada com questões, esquemas, quadros sinópticos. “O que foi fundamental para o dia da prova,” nota.

Os simulados eram o verdadeiro termômetro. No primeiro, não atingiu os 60% exigidos. Mas com o tempo, alcançou a pontuação.

Entrar na Comunidade Lei Seca

Gratuito • Acelere sua aprovação

No dia da prova

Lorena acordou, fez sua última revisão, assistiu às últimas dicas do Magistrar. Não era uma pessoa nervosa com provas, mas dessa vez o sentimento era diferente: serenidade. Sua meta era simples: fazer a melhor prova possível e ser aprovada até o final do ano.

O resultado veio, mas com uma complicação: o gabarito foi alterado. Lorena precisava daquela alteração para estar dentro da nota de corte. Ela havia feito recursos, tinha fotos das suas respostas em relação às impugnações. Estava fora de casa quando a notícia chegou, no shopping, sem a prova em mãos.

“Eu parei no meio do shopping para ver as alterações, e minha irmã me ajudando por telefone a verificar se havia alteração nas questões que eu havia impugnado,” lembra. E havia. Lorena tinha passado.

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O conselho para quem quer recomeçar

Depois de uma jornada tão específica, Lorena tem conselhos concretos.

“Primeiro: fazer o básico bem feito, independentemente de ser prazeroso ou não.” Lei seca. Jurisprudência. Exercícios. Sempre corrigindo, sempre anotando.

“Segundo: deixar de brigar com a banca, com as unificações dos concursos e focar energia nos estudos de forma eficiente.” Não há espaço para raiva, há espaço apenas para estratégia.

“Terceiro, e não menos importante: escolher estar acompanhada de pessoas que farão a diferença nessa caminhada.” Para Lorena, isso foi a Prof. Isadora e suas leituras incansáveis, o Prof. Alexandre com suas palavras de incentivo, a comunidade que respirava junto no desafio.

“Para quem está começando: faça um básico bem feito, tenha um material atualizado e enxuto, escolha um bom método de estudo e permaneça nele,” resume. “A aprovação é questão de tempo. Sua hora vai chegar.”

Lorena agora enfrenta o caminho da magistratura, a mesma magistratura que a motivou durante anos, que ela provou ser capaz de alcançar não uma, mas duas vezes na segunda fase, e que enfim a recebeu após a aprovação no ENAM.

O sonho que ela questionou se era teimosia? Não era. Era apenas o timing errado. E quando o timing ficou certo, a aprovação veio.

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