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Como funciona a Defensoria Pública? Saiba qual é o papel da instituição

Entenda quem tem direito ao atendimento, quais casos podem ser levados à Defensoria e como solicitar assistência jurídica

A Defensoria Pública desempenha um papel essencial na garantia do acesso à Justiça no Brasil. Neste artigo, você vai entender como funciona a Defensoria Pública, quem pode ser atendido, quais casos são atendidos e como funciona o atendimento.

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O que é a Defensoria Pública?

A Defensoria Pública é uma instituição responsável por oferecer orientação e assistência jurídica gratuita às pessoas que não possuem condições de contratar um advogado particular, além de atuar na promoção dos direitos humanos e na defesa de direitos individuais e coletivos.

Sua atuação pode ocorrer tanto dentro quanto fora do Poder Judiciário. Ou seja, a Defensoria pode representar uma pessoa em um processo, prestar orientação jurídica, buscar acordos e adotar outras medidas para solucionar conflitos sem necessariamente recorrer à Justiça.

De acordo com o artigo 134 da Constituição Federal, a Defensoria Pública é uma instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, responsável pela orientação jurídica, promoção dos direitos humanos e defesa judicial e extrajudicial dos necessitados.

Os atendimentos são realizados por Defensores Públicos, profissionais formados em Direito que ingressam na carreira por meio de concurso público.

Como funciona a Defensoria Pública?

A Defensoria Pública funciona oferecendo orientação e assistência jurídica gratuita às pessoas que atendem aos critérios estabelecidos pela instituição.

Em geral, o funcionamento ocorre da seguinte maneira:

  1. O cidadão procura a Defensoria Pública responsável pelo tipo de demanda.
  2. É realizado o primeiro atendimento, no qual a pessoa apresenta o problema e fornece as informações necessárias.
  3. A instituição verifica os critérios para atendimento, que podem envolver análise da renda, do patrimônio e de outras condições da pessoa ou da família.
  4. Os documentos relacionados ao caso são analisados.
  5. A Defensoria define qual providência jurídica é adequada, que pode envolver orientação, tentativa de acordo, adoção de medida extrajudicial ou ingresso e acompanhamento de ação judicial.

Não é necessário, portanto, que já exista um processo para procurar a Defensoria Pública. A instituição também possui funções de orientação e atuação extrajudicial.

As regras de atendimento, os documentos exigidos e a forma de agendamento podem variar de acordo com cada Defensoria.

Veja também: 

Quem pode ser atendido pela Defensoria Pública?

A Defensoria Pública atende, em geral, pessoas que não possuem condições de pagar por assistência jurídica particular sem comprometer o próprio sustento ou o da família.

Os critérios de atendimento variam conforme a instituição e o caso. Na DPE SP, por exemplo, são atendidas, em regra, pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos, além de serem considerados patrimônio, gastos e situações específicas de vulnerabilidade.

Por isso, é importante consultar as regras da Defensoria do seu estado antes de verificar se há direito ao atendimento.

Em quais casos se pode recorrer à Defensoria Pública?

A Defensoria Pública pode ser procurada para orientação ou defesa jurídica em diferentes áreas do Direito, desde que a demanda esteja dentro de suas atribuições e a pessoa atenda aos critérios de atendimento. 

Entre as situações que podem envolver atuação da Defensoria estão:

  • Divórcio
  • Pensão alimentícia
  • Guarda de filhos
  • Reconhecimento de paternidade
  • Questões relacionadas à moradia
  • Acesso a tratamentos e medicamentos
  • Problemas de consumo
  • Inventários e sucessões
  • Defesa de pessoas acusadas de crimes
  • Execução penal
  • Violência doméstica
  • Direitos de crianças e adolescentes
  • Direitos da população idosa
  • Direitos das pessoas com deficiência
  • Proteção de direitos humanos
  • Demandas envolvendo direitos coletivos

A área responsável pelo atendimento dependerá da natureza do problema apresentado.

Veja mais: Melhor curso para Defensoria Pública: veja como escolher a preparação ideal

Como funciona o primeiro atendimento na Defensoria Pública?

No primeiro atendimento, a Defensoria analisa o problema apresentado, verifica se a pessoa atende aos critérios da instituição e confere os documentos necessários.

O atendimento pode ser presencial, virtual, por telefone ou exigir agendamento prévio, conforme a Defensoria. Depois da análise, o cidadão recebe orientação ou tem o caso encaminhado para o setor responsável.

O que é preciso levar para a Defensoria Pública?

Os documentos necessários para atendimento na Defensoria Pública dependem do tipo de problema e das regras da instituição responsável. Em geral, podem ser solicitados:

  • Documento de identificação com foto
  • CPF
  • Comprovante de residência
  • Comprovante de renda
  • Documentos que demonstrem a renda dos integrantes da família
  • Documentos relacionados ao problema que será apresentado

Como a documentação varia conforme o tipo de demanda, é importante consultar previamente a Defensoria responsável para verificar quais documentos específicos devem ser apresentados no atendimento.

O que acontece quando um processo vai para a Defensoria Pública?

Quando uma pessoa passa a ser assistida pela Defensoria Pública em um processo, o Defensor Público responsável pode praticar os atos necessários para a defesa de seus direitos dentro das atribuições da instituição.

Isso pode envolver, conforme o caso:

  • Análise dos documentos e do processo
  • Elaboração de petições e manifestações
  • Apresentação de defesa
  • Participação em audiências
  • Produção de requerimentos
  • Acompanhamento das decisões judiciais
  • Interposição de recursos quando juridicamente cabíveis
  • Orientação do assistido durante o andamento do processo

É importante destacar que dizer que um processo “vai para a Defensoria Pública” não significa necessariamente que o processo seja transferido para a instituição. A Defensoria passa a atuar na representação ou defesa da pessoa assistida dentro daquele processo.

Além disso, a instituição pode atuar tanto em favor de quem pretende iniciar uma ação quanto de quem foi citado ou precisa se defender em um processo já existente.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre a Defensoria Pública Estadual e a Defensoria Pública da União?

As Defensorias Públicas dos Estados, de maneira geral, atendem demandas que tramitam na Justiça Estadual. É o que acontece, por exemplo, com grande parte dos casos relacionados a família, guarda, divórcio, pensão alimentícia e questões criminais estaduais.

Já a Defensoria Pública da União (DPU) atua na esfera federal. A instituição pode ser procurada, por exemplo, em demandas que envolvam a União, órgãos federais, autarquias, empresas públicas ou fundações públicas federais. Entre os exemplos estão questões previdenciárias e assistenciais envolvendo o INSS.

A DPU também possui atuação perante diferentes ramos da Justiça Federal e na proteção de direitos humanos.

A Defensoria Pública é gratuita?

Sim. A assistência jurídica prestada pela Defensoria Pública é gratuita para quem se enquadra nos critérios de atendimento da instituição. A Constituição Federal determina que o Estado preste assistência jurídica integral e gratuita às pessoas que comprovem insuficiência de recursos, sendo a Defensoria Pública a instituição constitucionalmente responsável por essa função.

Isso significa que a pessoa atendida não precisa pagar honorários ao defensor público pelo serviço prestado.

Quem é o Defensor Público e o que ele faz?

O Defensor Público é o profissional responsável por prestar orientação jurídica e exercer a defesa dos cidadãos atendidos pela Defensoria. Entre suas atividades estão a análise de casos, elaboração de peças jurídicas, participação em audiências, realização de acordos, atuação em processos judiciais e adoção de medidas destinadas à proteção dos direitos dos assistidos.

Como se tornar Defensor Público?

Para se tornar Defensor Público, é necessário ser aprovado em concurso público. Em geral, os editais exigem bacharelado em Direito e três anos de atividade jurídica, além dos demais requisitos previstos para o cargo.

Para quem deseja se preparar para a carreira, o Extensivo – Defensoria do Magistrar oferece uma trilha completa de estudos, com cronogramas diários, mapas de lei seca, simulados comentados, aulas, informativos, doutrina e indicação de legislação, além de uma metodologia direcionada aos temas mais cobrados nos concursos.

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