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Concurso Procurador Federal AGU: o que estudar para a carreira?

Procurador Federal e Professor do Magistrar, Leonardo Lagos, aponta disciplinas prioritárias e como podem funcionar as etapas do próximo concurso

O novo concurso para Procurador Federal da Advocacia-Geral da União (AGU) já está autorizado, com 50 vagas previstas para a carreira, e deve ter suas provas realizadas em 2027. Enquanto a AGU ainda define a modelagem da seleção, quem pretende disputar uma das vagas já pode direcionar a preparação para as disciplinas mais importantes da carreira.

Em entrevista ao Magistrar, o Procurador Federal e professor Leonardo Lagos explicou quais áreas do Direito merecem maior atenção, como tradicionalmente são estruturadas as provas e o que os candidatos devem priorizar antes da publicação do edital.

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O que estudar para Procurador Federal?

Segundo Leonardo Lagos, quatro disciplinas formam a base essencial para as carreiras jurídicas da Advocacia-Geral da União:

  • Direito Constitucional
  • Direito Administrativo
  • Direito Tributário
  • Processo Civil

Para quem pretende especificamente o cargo de Procurador Federal, porém, o professor recomenda reforçar também outras três áreas: Direito Previdenciário, Direito Ambiental e Direito Agrário.

A diversidade de matérias está relacionada à própria atuação do Procurador Federal, que representa judicialmente e presta consultoria jurídica a autarquias e fundações públicas federais. Entre elas estão, por exemplo, INSS, universidades e institutos federais, agências reguladoras, Ibama e Incra, o que faz com que a carreira envolva diferentes áreas do Direito.

Segundo Lagos, essa variedade também ajuda a explicar por que, historicamente, o concurso para Procurador Federal apresenta um conteúdo programático amplo.

Como costumam ser as provas para Procurador Federal?

Historicamente, cada uma das carreiras jurídicas da AGU possui sua própria seleção, composta por diferentes etapas. 

No caso de Procurador Federal, Leonardo Lagos cita a realização de:

  • Prova objetiva
  • Prova discursiva
  • Prova prática
  • Prova oral

O próximo concurso poderá adotar um modelo unificado entre as carreiras jurídicas da AGU, com uma etapa comum, possivelmente a prova objetiva, e fases específicas para cada cargo. O formato, porém, ainda não foi confirmado.

Veja mais: Alta performance não é viver no limite: como construir uma rotina sustentável até a aprovação

Como se preparar para as provas do concurso Procurador Federal?

A principal orientação é não esperar a definição do novo formato para começar ou intensificar os estudos. Além de construir uma base sólida nas principais disciplinas, Lagos recomenda atenção especial a dois pilares:

  • Lei seca
  • Jurisprudência

O Magistrar criou a Comunidade de Lei Seca no WhatsApp, um espaço estruturado para transformar a leitura da legislação em um hábito diário de estudo. Com apenas uma hora por dia, é possível construir uma base sólida, melhorar a memorização dos dispositivos legais e ganhar mais segurança para enfrentar as questões objetivas.

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Veja também: Como estudar Lei Seca para concursos de forma correta

Outro ponto destacado é a resolução de questões. Embora a banca do próximo concurso ainda não esteja oficialmente definida, Lagos lembra que o Cebraspe possui histórico nas seleções da AGU e considera válido utilizar questões anteriores da organizadora durante a preparação.

A indicação, portanto, é aproveitar o período pré-edital para consolidar o conteúdo jurídico e conhecer o estilo tradicional de cobrança, sem depender da definição do novo modelo para avançar nos estudos.

Concurso Procurador Federal terá 50 vagas

O novo concurso está autorizado e deverá integrar a seleção das carreiras jurídicas da Advocacia-Geral da União e do Banco Central. Ao todo, foram autorizadas 170 vagas, distribuídas entre:

  • 50 para Procurador Federal
  • 50 para Advogado da União
  • 50 para Procurador da Fazenda Nacional
  • 20 para Procurador do Banco Central

A expectativa é de possibilidade de edital ainda em 2026, enquanto as provas devem ocorrer somente em 2027.

Requisitos

Os requisitos definitivos serão conhecidos somente com a publicação do próximo edital.

No último concurso, foram exigidos:

  • Diploma de bacharel em Direito
  • Inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
  • Comprovação de, no mínimo, dois anos de prática forense
  • Idade mínima de 18 anos
  • Quitação com as obrigações eleitorais
  • Quitação com as obrigações militares, quando aplicável
  • Aptidão física e mental para o exercício do cargo

As regras, no entanto, poderão sofrer alterações e deverão ser confirmadas no novo edital.

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