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ENAM: como funciona o Exame Nacional da Magistratura

O edital do ENAM 2026.2 está previsto para ser publicado em breve; confira tudo o que você precisa saber sobre o exame

O ENAM (Exame Nacional da Magistratura) é uma prova nacional, de caráter eliminatório e não classificatório, que funciona como requisito para a inscrição em concursos públicos da magistratura.

Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, o exame é regulamentado e organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM), com execução da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A aprovação no ENAM não garante uma vaga de juiz. O candidato habilitado recebe um certificado que permite sua inscrição nos concursos da magistratura que exigem a aprovação no exame.

Neste guia, o Magistrar explica como funciona o ENAM, quem pode participar, quais são as disciplinas cobradas, quantos acertos são necessários e como o certificado pode ser utilizado nos concursos para juiz.

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ENAM 2026.2: o que se sabe sobre o próximo exame?

O ENAM 2026.2 corresponde ao 6º Exame Nacional da Magistratura. A segunda edição de 2026 está prevista para o segundo semestre e terá a FGV como banca responsável pela execução, seguindo a estrutura consolidada nas edições anteriores.

Embora a Enfam ainda não tenha divulgado oficialmente o cronograma do ENAM 2026.2, a expectativa é que o edital seja publicado em breve, vale lembrar que o ENAM 2025.2 foi publicado em julho de 2025.

Caso a estrutura seja mantida, os candidatos poderão encontrar o seguinte cronograma estimado:

  • Publicação do edital: agosto de 2026;
  • Inscrições: agosto e setembro de 2026;
  • Aplicação da prova: outubro/novembro de 2026;
  • Resultado final: janeiro/fevereiro de 2027;
  • Emissão dos certificados de habilitação: início de 2027.

O que é o ENAM e para que serve?

O Exame Nacional da Magistratura é uma avaliação nacional que habilita bacharéis em Direito a participar de concursos para a carreira da magistratura.

O exame foi instituído pela Resolução CNJ nº 531/2023, que acrescentou à Resolução CNJ nº 75/2009 a exigência de aprovação no ENAM para a inscrição preliminar nos concursos de magistratura com editais abrangidos pela regra.

O objetivo do CNJ é estabelecer uma habilitação nacional e conferir maior uniformidade aos processos seletivos para ingresso na magistratura, valorizando raciocínio, resolução de problemas e conhecimentos necessários ao exercício da carreira.

O ENAM é obrigatório?

Sim. A aprovação no ENAM é requisito para a inscrição preliminar nos concursos da magistratura abrangidos pela regulamentação do CNJ.

A exigência alcança concursos dos diferentes ramos da Justiça, incluindo:

  • Tribunais de Justiça estaduais;
  • Tribunais Regionais Federais;
  • Tribunais Regionais do Trabalho;
  • Tribunais de Justiça Militar;
  • Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

A Resolução CNJ nº 75/2009 determina a apresentação do comprovante de aprovação no ENAM dentro do prazo de validade para os concursos sujeitos à exigência.

O ENAM é um concurso público?

Não. O ENAM não é um concurso público e não oferece vagas para o cargo de juiz.

A prova tem caráter eliminatório, mas não classificatório. Isso significa que o candidato não concorre diretamente a uma vaga de magistrado no ENAM.

Quem atinge a nota mínima é considerado habilitado e recebe a certificação correspondente. Depois disso, ainda será necessário participar de um concurso público para ingresso na magistratura e cumprir todas as etapas previstas no respectivo edital.

Quem pode fazer o ENAM?

De forma geral, pode participar do ENAM quem possui graduação em Direito, observadas as exigências estabelecidas no edital de cada edição.

Um ponto importante é que não é necessário já ter os três anos de atividade jurídica para fazer o ENAM. Essa exigência pertence ao concurso para ingresso na magistratura e deve ser comprovada no momento definido pela regulamentação do concurso.

O edital do exame também estabelece regras específicas para participação de pessoas:

  • negras (pretas ou pardas);
  • indígenas;
  • quilombolas;
  • com deficiência.

Há ainda procedimentos específicos de comprovação e heteroidentificação, conforme o caso e as regras do edital.

Como funciona a prova do ENAM?

O ENAM é composto por uma prova objetiva de múltipla escolha.

A avaliação conta com 80 questões, distribuídas entre oito áreas do conhecimento. A prova é aplicada simultaneamente nas capitais dos estados e no Distrito Federal.

Quais matérias caem no ENAM?

A distribuição costuma ser a seguinte:

DisciplinaQuestões
Direito Constitucional16
Direito Administrativo10
Direito Processual Civil12
Direito Civil12
Direito Penal12
Direito Empresarial6
Direitos Humanos6
Noções Gerais de Direito e Humanismo6
Total80

Quantos acertos são necessários para passar no ENAM?

A nota mínima do ENAM é definida em percentual de acertos.

Atualmente, a regra estabelece:

PúblicoNota mínima
Ampla concorrência70%
Pessoas com deficiência50%
Pessoas pretas ou pardas50%
Pessoas indígenas50%
Pessoas quilombolas50%

No modelo de 80 questões, isso corresponde a:

  • 56 acertos para ampla concorrência;
  • 40 acertos para os candidatos enquadrados nas condições que permitem a nota mínima de 50%.

A Resolução CNJ nº 75/2009, em sua redação atual, prevê expressamente os percentuais de 70% e 50%.

Leia também: Como estudar para o ENAM: passo a passo para sua aprovação

O ENAM substitui a primeira fase do concurso para juiz?

Pode substituir, mas isso depende do edital do concurso.

O CNJ autorizou os tribunais a adotarem o ENAM em substituição à primeira etapa do concurso para magistratura. Para isso, a possibilidade precisa estar expressamente prevista no edital de abertura.

Quando utilizado dessa forma, o ENAM substitui a primeira etapa objetiva do concurso e essa etapa não terá caráter classificatório. A regulamentação também permite que o tribunal estabeleça condições relacionadas ao número máximo de inscrições deferidas.

Por isso, quem possui certificado do ENAM deve sempre verificar o edital do tribunal para saber se o exame será utilizado como requisito de habilitação ou como substituto da primeira fase.

O certificado do ENAM vale por quanto tempo?

O certificado de habilitação no ENAM tem validade de dois anos, contados a partir da divulgação do resultado definitivo do exame.

Esse prazo pode ser prorrogado automaticamente uma única vez por mais dois anos, conforme a regulamentação do CNJ.

Assim, a aprovação pode ser aproveitada por um período de até quatro anos, observadas as condições estabelecidas pela regulamentação.

Leia também: Como emitir o certificado do ENAM

Quem é aprovado no ENAM já pode ser juiz?

Não. A aprovação no ENAM não garante aprovação em concurso de juiz.

O exame é apenas uma etapa de habilitação nacional. Depois de aprovado, o candidato ainda precisa participar do concurso para ingresso na magistratura e cumprir as demais exigências e etapas previstas no edital do tribunal.

Entre as etapas previstas na regulamentação dos concursos de magistratura estão provas escritas, investigação social, exames de saúde e psicotécnico, prova oral e avaliação de títulos, conforme a estrutura estabelecida para o concurso.

Além disso, o candidato precisa comprovar os requisitos exigidos para o ingresso na carreira, incluindo o período mínimo de atividade jurídica previsto na Constituição e na regulamentação aplicável.

Como foi o ENAM 2026.1?

O ENAM 2026.1 foi o 5º Exame Nacional da Magistratura e teve a prova aplicada em 7 de junho de 2026.

Segundo informações divulgadas durante a aplicação, o exame reuniu mais de 31 mil candidatos. A prova teve 80 questões objetivas e foi aplicada simultaneamente nas capitais brasileiras.

A FGV foi responsável pela execução do exame, enquanto a ENFAM atua na organização e regulamentação, sob a supervisão do CNJ.

resultado final do ENAM 2026.1 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 18 de agosto, já a homologação está marcada para 24 de agosto.

Confira o resultado final do ENAM 2026.1!

Como estudar para o ENAM?

A preparação para o ENAM deve combinar teoria, resolução de questões, revisão e simulados, sempre considerando o perfil da FGV e o conteúdo previsto no edital.

Como a prova tem caráter eliminatório, não basta estudar para obter uma boa classificação: o objetivo inicial é alcançar a nota necessária para conquistar a habilitação.

Uma preparação eficiente pode incluir:

  • estudo direcionado das disciplinas cobradas;
  • leitura da legislação;
  • acompanhamento de jurisprudência;
  • resolução de questões da FGV;
  • revisão periódica;
  • simulados com o mesmo formato da prova;
  • análise dos erros;
  • acompanhamento das atualizações legislativas e jurisprudenciais.

Para quem pretende seguir carreira na magistratura, também é importante compreender que o ENAM deve ser encarado como o primeiro passo de uma preparação de longo prazo, e não como uma prova isolada.

Curso para ENAM: como se preparar?

O Magistrar Educacional oferece preparação específica para candidatos que desejam conquistar a habilitação no ENAM, com conteúdos direcionados ao exame e ferramentas voltadas para uma rotina de estudos organizada.

Entre os recursos oferecidos estão:

  • cursos atualizados para o ENAM;
  • roteiro de estudos;
  • simulados no formato da FGV;
  • banco de questões comentadas;
  • materiais de revisão;
  • acompanhamento da preparação;
  • ferramentas de estudo orientadas por inteligência artificial jurídica.

Investir em um curso para ENAM é uma das estratégias mais recomendadas para quem está iniciando sua trajetória rumo à magistratura.

Leia também: Melhor Curso para o ENAM: como escolher a preparação ideal para Magistratura

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