O edital do Concurso TRF5 Juiz Federal já está publicado e trouxe 11 vagas imediatas para o cargo, além de cadastro de reserva. Com prova objetiva marcada para 29 de novembro, os candidatos têm pela frente cerca de 100 dias para intensificar a preparação.
O professor Alessandro Sanchez fez uma análise detalhada do edital e apresentou os principais pontos que devem ser considerados pelos candidatos neste período, especialmente em relação à organização dos estudos e à estratégia para a prova.
Assista a análise completa:
Panorama do Concurso TRF5 Juiz Federal
O concurso oferece 11 vagas para juiz federal, sendo sete destinadas à ampla concorrência, três para candidatos negros e uma para pessoas com deficiência.
A remuneração inicial é de aproximadamente R$ 37,7 mil, na forma de subsídio.
Entre os requisitos, está a necessidade de possuir três anos de atividade jurídica, além da aprovação e habilitação no Exame Nacional da Magistratura (ENAM). A comprovação dos três anos de atividade jurídica pode ser feita até o momento da inscrição definitiva, conforme as regras do edital.
O concurso também prevê cadastro de reserva durante o prazo de validade, que será de dois anos, prorrogável por mais dois. Nesse período, novas vagas poderão surgir.
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Inscrições e prova objetiva
As inscrições para o Concurso TRF5 serão realizadas das 16h de 28 de agosto às 16h de 28 de setembro de 2026. A taxa é de R$ 350.
O período para solicitar isenção da taxa vai de 28 de agosto a 1º de setembro. A organização do concurso está sob responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A primeira etapa será a prova objetiva, prevista para 29 de novembro, das 13h às 18h. A avaliação será composta por questões de múltipla escolha, com cinco alternativas.
As provas serão aplicadas em Recife, Natal, Maceió, Fortaleza, João Pessoa e Aracaju.
Professor destaca importância da estratégia na reta final
Na análise, Alessandro Sanchez ressalta que o período até a prova exige uma tomada de decisão cuidadosa por parte do candidato. Para ele, não se trata simplesmente de tentar estudar todo o conteúdo novamente, mas de organizar o tempo disponível de acordo com o nível de preparação e as características do edital.
O professor destaca que candidatos que já possuem uma base consolidada podem utilizar os próximos meses para aumentar o volume de revisões, resolução de questões e aprofundamento nos assuntos mais relevantes.
A análise também chama atenção para a necessidade de considerar que, após a prova objetiva, o candidato aprovado ainda terá outras etapas pela frente. Por isso, quem já está em estágio avançado de preparação pode começar a pensar na continuidade dos estudos para as fases seguintes.
Disciplinas estão divididas em três blocos
Um dos pontos centrais apresentados por Alessandro Sanchez é a divisão das disciplinas da prova objetiva em três blocos.
Bloco I
O primeiro bloco reúne:
- Direito Constitucional;
- Direito Previdenciário;
- Direito Penal;
- Direito Processual Penal;
- Direito Econômico;
- Direito do Consumidor.
É o bloco com maior número de questões, segundo a análise apresentada no vídeo.
Bloco II
O segundo bloco concentra as disciplinas relacionadas ao eixo civil e tributário:
- Direito Civil;
- Direito Processual Civil;
- Direito Empresarial;
- Direito Financeiro;
- Direito Tributário.
Bloco III
O terceiro bloco reúne:
- Direito Administrativo;
- disciplinas de formação humanística.
A divisão dos conteúdos é um dos elementos que devem orientar a montagem do cronograma, especialmente para quem está na reta final.
Metodologia de estudos: estudar tudo ou priorizar disciplinas?
Uma das principais reflexões feitas pelo professor em sua análise diz respeito justamente à definição das prioridades.
Na reta final, segundo a análise, o candidato precisa avaliar individualmente seu nível de domínio em cada disciplina. Uma matéria na qual o candidato já apresenta bom desempenho pode exigir apenas revisão, enquanto outra na qual ainda seria necessário um longo período de estudo pode consumir tempo que poderia ser utilizado para conteúdos com maior potencial de pontuação.
Por isso, Alessandro Sanchez destaca que não existe um planejamento único que sirva para todos os candidatos.
A estratégia deve considerar fatores como o histórico de preparação, o desempenho em questões, o domínio das disciplinas e o tempo disponível diariamente.
O objetivo é direcionar o estudo para conteúdos com maior possibilidade de retorno em pontos, sem perder de vista os critérios mínimos de aprovação previstos no edital.
FGV exige atenção à resolução de questões
Outro ponto enfatizado na análise é a importância da resolução de questões, especialmente diante da organização do concurso pela FGV.
A recomendação é que o candidato não se limite ao estudo teórico. A resolução de questões permite identificar os assuntos nos quais há maior dificuldade e ajustar o planejamento de acordo com o desempenho.
Na reta final, esse diagnóstico se torna ainda mais relevante: ao identificar os erros, o candidato pode direcionar revisões e aprofundamentos para os pontos que efetivamente precisam de atenção.
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Com a prova objetiva do Concurso TRF 5 marcada para 29 de novembro, organizar os estudos e direcionar a preparação para os conteúdos mais relevantes do edital é fundamental.
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